sábado, 8 de dezembro de 2012

Confissões


“É engraçado como depositamos tanta confiança e tantos sentimentos nas pessoas. Em pessoas que achávamos conhecer, mas que no fim se mostraram iguais a todos. E por esperar demais, sonhar demais, criar expectativas demais, sempre acabamos nos decepcionando e nos machucando cada vez mais” Dalai Lama
Meu problema sempre foi esse. Não que ser igual a todos seja um defeito, vai ver eu é que superelevei quem eu achava conhecer. Vai ver meus sentimentos eram tão fortes que eu pintei uma santidade inexistente.
Sempre achei que pudesse encontrar pessoas que tivessem sentimentos e atitudes nobres, tudo bem eu não sou perfeita. Longe, muito longe disso. Mas existem pequenas coisas que fazem tanta diferença. A exemplo da sensibilidade, do tato... Do entender tanto o que o outro está sentindo ao ponto de sentir em você mesmo.
Mas quanto egoísmo seu Bárbara! Querer que os outros fiquem tristes só porque você está mal!! Sim, mas eu pedi pra alguém me prometer amizade e amor eterno? Eu pedi? Não recordo. Mas me recordo que prometi, me recordo de chorar várias vezes por ver quem eu amo mal. Mas como você ruim Bárbara, jogando na cara tudo o que fez, isso não se faz! Sim, mas todo mundo me conhece e sabe que não sou hipócrita de dizer que faço tudo sem esperar nada em troca. Eu quero sim receber a atenção e a sensibilidade que tenho com quem gosto. Mas hoje eu aprendi coisas valiosíssimas. Aprendi mesmo, e toda vez que passar por algo parecido vou me lembrar disso e saber exatamente o que fazer.
Aprendi que independente de como eu esteja, só eu vou conseguir sair de onde estou. Aprendi que por mais que doa só eu vou chorar por mim e saber onde dói. Aprendi que minha tristeza é minha tristeza, ninguém vai ficar triste comigo. Ou se ficar, será bem pouco... O tempo de suas alegrias serem mais relevantes.
Aprendi que depositar minha alegria e meu bem - estar nos outros é se autodestruir, é loucura. Ninguém jamais vai retribuir isso. É inerente ao ser humano o egoísmo, o individualismo... Mesmo que nivelado, uma hora tudo fica claro. Mesmo que demore de mostrar, vai chegar um momento que não terá jeito. “ Ele ou eu? EU SEMPRE!”
Mas você queria que fosse diferente Bárbara? Não, claro que não. Eu só queria também pensar assim. Aliás, não. Não quero pensar assim não. Ou eu seria exatamente o que eu repudio nos outros.
Enfim, “viver é bom” ( Zeca Baleiro ). Confio no que ele diz, vai ver eu que não sei viver. Mas como diria Fernando Pessoa: Eu não tenho parte nisso tudo. E não tenho mesmo. Com certeza vou me adequar direitinho, sei me quebrar e me colar. Sei me moldar sem perder a essência, o caráter, os valores. Cada um terá de mim o que merecer. Mas um conselho, “ No amor e na vingança a mulher é sempre mais BÁRBARA  que o homem!”