De todas as venturas que eu tive
A maior foi não ter ventura alguma
Procurei valores em pessoas
Que nunca as tiveram
Quis o que nunca poderia ter
Procurei o que nunca estaria alí
Confiei em quem não sabia o valor da confiança
Valorizei o que não tinha valor
Esperei de alguém o que nada tinha
Minhas tristezas foram causadas por mim
Ninguém tem parte nisso tudo
A vida é uma eterna busca
Pelo que nunca se alcançará
Ninguém jamais viverá o ideal
O ideal é sempre o que poderia ter sido
O que poderia ter acontecido
O que poderia ter feito
O que poderia...
A parte disso, só restam as confusões mentais
Que deixam as pessoas rasas, vazias e inóspitas que
"Desventuramente" cruzaram nosso caminho.
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Coração não é brinquedo que se brinque
Falar de brinquedos é muito fácil, afinal, em algum momento, já brincamos com um. O primeiro contato que temos com um brinquedo é o visual. Olhamos, gostamos do que vemos e, só então, "partimos para cima" com toda verve possível. Quão mais longe, mais alto ou mais difícil seja esse brinquedo, mais esforço, mais verve, mais determinação e mais gosto temos em alcançá-lo.
Então conseguimos. Quanto gozo em tocar o brinquedo! Quão prazeroso é ter o poder sobre tal brinquedo! E quão bom é saber que conseguimos tocá-lo!
E agora? O que fazer com ele? Na verdade eu não queria brincar com ele, eu só queria consegui-lo. Um tanto egoísta, mas era o que eu queria. Nunca foi minha intenção ficar com o brinquedo, eu só queria ter a certeza de que posso consegui-lo a qualquer momento.
E agora? Para onde o brinquedo vai? Agora ele volta para seu estado de limbo, porque brinquedos foram feitos para isso mesmo. Ou não. Ou somos nós que não sabemos dar o devido valor ao brinquedo. Somos egoístas e não percebemos a preciosidade que é um brinquedo, o brinquedo. Mas ele sempre acaba perdendo a graça quando se torna mais disponível. O amor ao brinquedo está no esforço que dispomos para consegui-lo e não nele! Ah, coração, quanto valor você tem!
Então conseguimos. Quanto gozo em tocar o brinquedo! Quão prazeroso é ter o poder sobre tal brinquedo! E quão bom é saber que conseguimos tocá-lo!
E agora? O que fazer com ele? Na verdade eu não queria brincar com ele, eu só queria consegui-lo. Um tanto egoísta, mas era o que eu queria. Nunca foi minha intenção ficar com o brinquedo, eu só queria ter a certeza de que posso consegui-lo a qualquer momento.
E agora? Para onde o brinquedo vai? Agora ele volta para seu estado de limbo, porque brinquedos foram feitos para isso mesmo. Ou não. Ou somos nós que não sabemos dar o devido valor ao brinquedo. Somos egoístas e não percebemos a preciosidade que é um brinquedo, o brinquedo. Mas ele sempre acaba perdendo a graça quando se torna mais disponível. O amor ao brinquedo está no esforço que dispomos para consegui-lo e não nele! Ah, coração, quanto valor você tem!
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