quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Coração não é brinquedo que se brinque

Falar de brinquedos é muito fácil, afinal, em algum momento, já brincamos com um. O primeiro contato que temos com um brinquedo é o visual. Olhamos, gostamos do que vemos e, só então, "partimos para cima" com toda verve possível. Quão mais longe, mais alto ou mais difícil seja esse brinquedo, mais esforço, mais verve, mais determinação e mais gosto temos em alcançá-lo.
Então conseguimos. Quanto gozo em tocar o brinquedo! Quão prazeroso é ter o poder sobre tal brinquedo! E quão bom é saber que conseguimos tocá-lo!
E agora? O que fazer com ele? Na verdade eu não queria brincar com ele, eu só queria consegui-lo. Um tanto egoísta, mas era o que eu queria. Nunca foi minha intenção ficar com o brinquedo, eu só queria ter a certeza de que posso consegui-lo a qualquer momento.
E agora? Para onde o brinquedo vai? Agora ele volta para seu estado de limbo, porque brinquedos foram feitos para isso mesmo. Ou não. Ou somos nós que não sabemos dar o devido valor ao brinquedo. Somos egoístas e não percebemos a preciosidade que é um brinquedo, o brinquedo. Mas ele sempre acaba perdendo a graça quando se torna mais disponível. O amor ao brinquedo está no esforço que dispomos para consegui-lo e não nele! Ah, coração, quanto valor você tem!

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