terça-feira, 17 de setembro de 2013

Dia após dia

Cumpro todas minhas obrigações como quem é feliz. Todas tem um término, e nesse término eu deposito minha alegria. Tenho uma vocação irresistível para o nada, uma paixão adolescente pela solidão. Um querido amigo aconselhou-me ter cuidado ao flertar com a solidão. Flertei, ela considerou e agora já não ando mais sozinha
 

sábado, 14 de setembro de 2013

Felicidade barata

Talvez eu me afaste de todos para me encontrar comigo. Talvez seja isso que falta, sair da companhia dos outros e me acompanhar. Talvez eu precise conversar comigo mais vezes, me ouvir, me compreender, me aconselhar, me dar a mão. Estive procurando nos outros o que apenas eu posso fazer por mim. Os outros são apenas os outros. Não deveriam fazer tanta diferença para mim. Deveria ser alheia a todas, deveria não me interessar tanto por elas, deveria fazer mais por mim. Falam tanto e não me falam nada. Elas me olham, mas não me enxergam. A presença dos outros é um fardo muito grande, é opressor demais. Ser cordial, ser social é um estorvo, é insuportável. Ouvir as pessoas falando, falando e falando me deixa entediada, tira minha paz, minha tranquilidade, me arranha. Talvez eu seja feliz assim, feliz na tristeza. Porque minha solidão é minha melhor companhia.

domingo, 1 de setembro de 2013

Infelicidade

Talvez esse seja o preço a se pagar por tomar decisões precipitadas, impensadas, tolas, irresponsáveis. Sair de um lugar que, a priori, deveria ser para crescimento deixando para trás os amigos que fiz, os amigos que precisava ter conhecido mais, os amigos que não dei oportunidade de gostar. Perder o colo daquela amiga que sempre estava alí, perder o carinho da outra que sempre falava doce, perder a alegria dos saltos de uma índia. Perder a cumplicidade de uma nova amiga-irmã, os conselhos de outra amiga-irmã. Perder a bondade de duas amigas incríveis... perder a brisa, perder a calmaria de uma cidade, perder a simplicidade de uma vida, perder os laços sinceros, apenas perder. E aquelas pessoas que tanto amei e que tanto me amaram, hoje vivem suas vidas distantes de mim, distante do meu amor. Vivem sem o peso de terem me deixado... O peso é meu, eu deixei. A dor de quem deixa é ainda maior.
Eu deixei todas as pessoas que eu tinha conquistado, e hoje, mesmo que eu volte, tudo será diferente do que era, inevitavelmente. Todos mudamos. Mas meu amor e meu arrependimento não. Perdi meus laços mesmo que eles ainda estejam ali. Perdi a simplicidade, perdi a leveza. Perdi a alegria. Voltar não seria o certo agora. Tudo já estaria fora do meu lugar. Os sentimentos já não estariam ali do jeito que eu deixei. Eu perdi o que conquistei e agora não consigo conquistar pensando no que abandonei. E até o que penso conquistar escapa de minhas mãos. Essa coisa de cidade grande não foi feita pra mim, nem de cidade pequena. A verdade é que eu vivo nesse mundo, mas nunca fiz parte dele de fato. Talvez eu nunca mais me encontre novamente. Vague por aí vivendo os mesmos sentimentos banais que tenho vivido desde que deixei a cidade querida. Talvez eu continue sem me adaptar, sem fazer parte.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Interesses

Ainda acredito em relações livres de interesses. Aquele sentimento puro e babaca que só sentimos quando somos crianças. O que mais me admira no ser humano é a sua capacidade de se relacionar puramente por interesse, por saber que pode e vai receber algo em troca. Ah, claro, exceto quando o interesse é receber amor e amizade de volta, aí sim, pode ser interesseiro. Mas me refiro à outras coisas. À interesses mínimos, à interesses mesquinhos. Só me resta pensar que é incompetência, que não consegue sozinho (a) e precisa do outro pra conseguir. Mais parecem cachorros que estão sendo ensinados a pular, dar patinha e fingir morte por um pedacinho de carne de quinta! Merecem um show de talentos! Eu sei que, na vida, não se consegue nada sozinho, que precisamos uns dos outros pra chegar lá. Mas que esse precisar seja claro e definido. Que não seja uma troca de favores, ou pior, um sentimento em troca de um favor. Isso é nojento! É podre! É baixo! Acho que é por isso que eu ainda não me encaixei por aqui, ainda não me encontrei... Porque ainda sou uma criança babaca, e como diria Cássia Eller " e não conheço a verdade"

domingo, 4 de agosto de 2013

O fato de eu não te dizer o tempo todo que "eu te amo" não significa que eu não te amo com tudo o que posso e que faria tudo por você. Quem muito ama em palavras, acaba por esquecer de amar em atitudes.

sábado, 29 de junho de 2013