Falar de brinquedos é muito fácil, afinal, em algum momento, já brincamos com um. O primeiro contato que temos com um brinquedo é o visual. Olhamos, gostamos do que vemos e, só então, "partimos para cima" com toda verve possível. Quão mais longe, mais alto ou mais difícil seja esse brinquedo, mais esforço, mais verve, mais determinação e mais gosto temos em alcançá-lo.
Então conseguimos. Quanto gozo em tocar o brinquedo! Quão prazeroso é ter o poder sobre tal brinquedo! E quão bom é saber que conseguimos tocá-lo!
E agora? O que fazer com ele? Na verdade eu não queria brincar com ele, eu só queria consegui-lo. Um tanto egoísta, mas era o que eu queria. Nunca foi minha intenção ficar com o brinquedo, eu só queria ter a certeza de que posso consegui-lo a qualquer momento.
E agora? Para onde o brinquedo vai? Agora ele volta para seu estado de limbo, porque brinquedos foram feitos para isso mesmo. Ou não. Ou somos nós que não sabemos dar o devido valor ao brinquedo. Somos egoístas e não percebemos a preciosidade que é um brinquedo, o brinquedo. Mas ele sempre acaba perdendo a graça quando se torna mais disponível. O amor ao brinquedo está no esforço que dispomos para consegui-lo e não nele! Ah, coração, quanto valor você tem!
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
16-12-13
Nunca tive amores muito verdadeiros, eles eram mais reais em meus sonhos. Talvez porque em meus sonhos eles eram melhores representações de meu ideal. No mais, eles sempre foram distantes, e, quando não, momentâneos.
Nunca houve quem me tocasse a mão e, com isso, aquecesse meu coração. Nunca houve quem beijasse minha alma com um beijo na fronte. Onde há amor nesse mundo?
Os meus sonhos ficaram apenas nos sonhos. Quão reais! Quão cheios de sangue!
Talvez ao pé da minha morte haja quem aqueça meu coração e me beije a alma. Beijos que, em meio a minha agonia, sejam tão verdadeiros quanto os que tenho em sonhos.
Nunca houve quem me tocasse a mão e, com isso, aquecesse meu coração. Nunca houve quem beijasse minha alma com um beijo na fronte. Onde há amor nesse mundo?
Os meus sonhos ficaram apenas nos sonhos. Quão reais! Quão cheios de sangue!
Talvez ao pé da minha morte haja quem aqueça meu coração e me beije a alma. Beijos que, em meio a minha agonia, sejam tão verdadeiros quanto os que tenho em sonhos.
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
Há momentos que nem mesmo o amor é suficiente. O mais correto é dizer: eu te amo, você me ama mas, cada um para um lado.
Entre um momento e outro as mágoas são cruéis demais, são profundas. Nem mesmo o amor é capaz de suportar. O amor é ferido e, antes que cicatrize, é ferido novamente. O mais sensato é que cada um siga seu caminho, e que os caminhos sejam diferentes e distantes para que não haja reencontro. E isso serve para amigos também, como serve!
Entre um momento e outro as mágoas são cruéis demais, são profundas. Nem mesmo o amor é capaz de suportar. O amor é ferido e, antes que cicatrize, é ferido novamente. O mais sensato é que cada um siga seu caminho, e que os caminhos sejam diferentes e distantes para que não haja reencontro. E isso serve para amigos também, como serve!
domingo, 10 de novembro de 2013
domingo, 29 de setembro de 2013
Fugindo da solidão
Quando durmo sozinha em minha casa, deixo a tv ligada a noite inteira... até amanhecer. Quando levanto no meio da noite para fazer algo, arrasto o chinelo como quem anda com preguiça para ouvir seu barulho, passo a passo até retornar à cama. Quando leio um livro e tudo é silêncio, eu coloco uma música que seja um tanto mais alta que meus segundos pensamentos. Quando ando sozinha nas noites, eu converso com o vento, gesticulo, faço caras de riso, de surpresa, de reprovação ou de aprovação... E quando tudo isso me cansa, eu durmo, durmo o sono da minha solidão, durmo o sono da minha falta de companhia como deve ser.
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